terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Dia 1 - 26 de março – Saída 7:10/ Horário de Brasília

A saída foi planejada para ser às 5 horas da manhã, todavia, surgiu vários imprevistos, o maior foi as bagagens que foram mal preparadas e nos tomou bastante tempo, saímos oficialmente pelas 7 horas e 10 minutos da manhã da Rua Tiradentes na esquina com Marechal Deodoro da Fonseca (Figura 1), como estava com pouco movimento na estrada estávamos numa quinta-feira, a afobação é um dos sentimentos normais, que deve ser controlado, pois a vitalidade física é uma das coisas realmente necessárias. No nosso caso, o preparo físico foi pegado na viagem, a força mesmo. Durante a viagem aconteceu determinadas ocasiões cômicas, como quando passávamos pela estrada, rodovia ou faixa víamos vários locais de vendas com frutas, e para nossa vitalidade seria boa uma melancia (auhauhaua), íamos passando, até que quando pensamos em parar realmente para comprar já tínhamos passado por todos pontos de venda. Entre paradas para tomar água, urinar, arrumar bagagem, alguns ajustes nas bicicletas, Geferson, Alexandre e Fernando passando protetor solar (Rômulo se negava a passar protetor solar, se dizia com melanina o bastante para se proteger dos raios ultravioleta) chegamos, enfim as 12 horas e 30 minutos em Rio Grande depois de pedalar 55 quilômetros.



Figura 1 – Local de saída.

A primeira coisa que pensamos quando chegamos em Rio Grande foi arranjar algum lugar para almoçar bem, este seria o último almoço “decente” antes de pegar a praia, depois de passar pela cidade e ir direto em direção ao Cassino (praia de Rio Grande), passamos pelas estradas principais até avistar a praia, paramos e começamos a procurar o tal lugar para almoçar, claro que seria caro este almoço, porém conseguimos um preço barato, chamado Lamassa, 8 reais, tinha pastel de camarão a La volonté, comemos o que podíamos, e demos aquela “sesteada” no chão mesmo, tiramos os tênis, e a partir daqui o aroma de verdade já estava sendo exalado e assim, acostumar-nos-íamos. Chegamos à frente de um supermercado mais próximo da praia, mas ainda antes fizemos mais um descanso pois achamos uma grama (figura 2), após este descanso fomos realmente comprar as coisas, compramos mais água (estas seriam o entrave pelo resto do dia), comidas para fazer a noite, gelatina (importante, pois as proteínas que contém na gelatina tem os mesmos aminoácidos componentes do colágeno, esta é uma proteína extremamente importante para as articulações), compramos pouca bala (açúcar de pronta assimilação). Quando fomos arrumar as bagagens já estava tarde, sem comentar que para sair as bagagens voltaram a incomodar, principalmente por causa dos garrafões de 5 litros que faziam as bagagens perderem o equilíbrio, perdemos mais de uma hora nessa função. Então, quando realmente voltamos a pedalar contava 17 horas e 20 minutos e já tínhamos feito 66 quilômetros percorridos, neste momento Rômulo começou a sentir uma lesão antiga no joelho, mas ainda disposto a andar foi dado prosseguimento na viagem.
Logo que saímos, demos sorte, pois o vento estava a favor e a facilidade já foi notada pela ajuda do vento (figura 3), não sabíamos o que nos esperava pela frente. Chegamos às 18 horas e 50 minutos no navio encalhado (figura 4), depois de 16 quilômetros um dos pontos bastante visitado por quem passa por lá, ficamos algum tempo e já estava escurecendo.


Figura 2 - Local de descanso pós almoço no Cassino (Rio Grande).



Figura 3 - Entrada pela praia do Cassino.


Figura 4 - Navio encalhado na praia do Cassino (16km de praia).

domingo, 10 de janeiro de 2010

Expedição pela maior praia do mundo!! Em construção...





A Expedição Litoral Sul - Brasil/Uruguai iniciou-se no dia 26 de março em Pelotas finalizando-se em Santa de Vitória do Palmar no dia 1 de abril.
Planejada por 4 estudantes de Biologia da Universidade Federal de Pelotas, Alexandre Schneid Neutzling, Fernando Jacobs, Géferson Kaster Garcez, Rômulo Cenci (eu) com finalidade de conhecer o extremo sul do litoral sul-riograndense.
Partimos do Cassino passando pela foz do Arroio Chuí até o Fortaleza de Santa Tereza no Uruguai. Antes de começar a descrever o diário dessa magnificante viagem, primeiramente precisamos falar que concerteza é uma viagem que vale muito a pena fazer, pois é um lugar conhecido por poucos, além de pouco estudado, extremamente lindo, com várias curiosidades o que pede que se planeje esta viagem para ficar mais tempo e curtir a paisagem, que deslumbra uma biodiversidade incrível, a qual esta a disposição de descobertas ocultas nesse recanto inexplorado do Rio Grande do Sul (note-se que em alguns trechos não se pode acampar).

Antes de tudo lembre-se de comprar todos os mantimentos extremamente necessários, não levar muita roupa, a menos que esteja no inverno, levar coisas que tenham mais de uma utilidade, pois quanto maior o peso mais difícil é de pedalar na areia, a qual é fofa em muitos trechos mesmo chovendo (processo que poderia assentar e compactar a areia). pegamos estas partes de difícil travessia ocasionando em perda de muito tempo chegando a um extremo para todos.

Deve ser dada muita atenção ao ajuste da bagagem, antecedente a partida da viagem, tem de se certificar que esteja realmente firme, para isso compre elásticos e mais alguns de reserva, pois são extremamente úteis, além de perder muitos no caminho.

Levamos cada um o que tínhamos de equipamentos, porém melhoramos nas bicicletas com bagageira, algumas manutenções como trocas de parafusos enferrujados, passagem de óleo, além de levar ferramentas é claro, usamos mochilona de garupa, mochilas normais de viagem, 2 barracas, colchão inflável, saco de dormir, colchão fino, plásticos e lonas para cobrir as coisas, capa de chuva, ... , uma panela (17 reais) e a máquina fotográfica que o Fernando também levou para tirar fotos da viagem. Saímos com 10 litros de água já de começo.